3º dia da Oitava da Páscoa — São João Batista de La Salle (memória)

"Maria!"

Maria voltou-se e exclamou: 'Rabuni!' — que quer dizer Mestre.

Jo 20,16

nome reconhecimento choro
encontro missão
Ressuscitado testemunha

Evangelho — Jo 20,11-18

Naquele tempo, Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando que era o jardineiro, Maria disse: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar". Então Jesus disse: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabuni!" — que quer dizer Mestre. Jesus disse: "Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Vi o Senhor!" — e contou o que ele lhe havia dito.

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“Maria voltou-se e exclamou: 'Rabuni!' — que quer dizer Mestre.”

— Jo 20,16

Refletir

Há um momento neste evangelho que não se explica — apenas se recebe. Maria está diante de um túmulo vazio, diante de anjos, diante de um homem que ela não reconhece. Chora. Pergunta. Procura. E então uma única palavra atravessa tudo: o seu nome. "Maria." Não foi uma argumentação teológica que a converteu. Não foi um sinal extraordinário. Foi a voz que conhecia o seu nome. E bastou. Isso revela algo essencial sobre o modo como o Ressuscitado se dá a conhecer: não em primeiro lugar pelos olhos, mas pelo coração. Maria 'voltou-se' — é um giro que é ao mesmo tempo físico e interior. Toda a sua orientação muda. De quem procura um morto para quem contempla o Vivente. A tentação de segurar — 'Não me segures' — é também a nossa tentação: querer prender o Ressuscitado às formas que já conhecemos, às devoções que nos dão segurança, à imagem de Deus que não nos desafia. Jesus não se deixa segurar assim. Ele envia. Ele transforma a contemplação em missão: 'Vai dizer aos meus irmãos.' Como ensinava Bento XVI na Verbum Domini (n. 87): a Palavra de Deus, quando verdadeiramente acolhida, não deixa ninguém imóvel — gera testemunhas. Maria foi a primeira a ouvir o seu nome chamado pelo Ressuscitado, e a primeira a ir anunciar. Ela não carregou um argumento. Carregou uma experiência: 'Vi o Senhor.'

Orar

Senhor Jesus ressuscitado, que chamaste Maria pelo nome no jardim da madrugada, chama-me também pelo meu nome neste dia. Onde quer que eu esteja — no choro, na busca, na confusão — que eu ouça a tua voz e me volte para Ti. Transforma a minha contemplação em anúncio, e a minha fé em alegria partilhada. Amém. Aleluia!

Leve este evangelho com você.

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