6º dia da Oitava da Páscoa

Jesus já estava na margem, com o fogo aceso e o pão partido, antes que eles chegassem. Ele sempre chega antes. (Jo 21,9)

É o Senhor!

Jo 21,7

margem amanhecer rede
abundância reconhecimento
refeição espera

Evangelho — Jo 21,1-14

Naquele tempo, Jesus manifestou-se novamente aos discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Foi desta maneira: estavam juntos Simão Pedro, Tomé chamado Dídimo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. Simão Pedro disse-lhes: "Vou pescar". Responderam-lhe: "Também nós vamos contigo." Saíram e entraram no barco, mas naquela noite não apanharam nada. Quando já amanhecia, Jesus estava de pé na margem, mas os discípulos não reconheceram que era Jesus. Jesus perguntou-lhes: "Rapazes, tendes aí alguma coisa para comer?" Responderam: "Não". Então disse-lhes: "Lançai a rede do lado direito do barco e encontrareis". Lançaram, pois, a rede, e já não conseguiam puxá-la, por causa da abundância dos peixes. Então o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: "É o Senhor!" Quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, atirou-se ao mar — pois estava apenas com a túnica — enquanto os outros discípulos vieram no barco, arrastando a rede cheia de peixes. Não estavam longe da margem, mas apenas uns cem metros. Ao desembarcarem, viram uma brasa acesa com peixe em cima e pão. Jesus disse-lhes: "Trazei também alguns peixes dos que acabastes de apanhar". Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de 153 peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Jesus disse-lhes: "Vinde comer". Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe quem era, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, e o mesmo fez com o peixe. Foi esta a terceira vez que Jesus ressuscitado se manifestou aos discípulos.

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“É o Senhor!”

— Jo 21,7

Refletir

Eles voltaram ao trabalho. À vida de antes — os barcos, as redes, o mar de Tiberíades. Não porque tivessem esquecido, mas talvez porque ainda não soubessem o que fazer com tudo aquilo que tinham vivido. A ressurreição é grande demais para ser imediatamente integrada. E é exatamente aí — neste regresso ao ordinário, nesta noite infrutífera de pesca — que o Ressuscitado aparece. Na margem. Ao amanhecer. Sem anúncio. Faz fogo. Prepara o café da manhã. E manda lançar a rede do lado certo. A abundância que se segue — 153 peixes, a rede que não se rompe — não é recompensa pelo mérito. É dom gratuito. É sinal. Como sempre nos evangelhos joâninos, o milagre aponta para além de si: 'É o Senhor.' Nem todos reconheceram ao mesmo tempo. O discípulo amado vê com o coração antes de ver com os olhos. Pedro age com o corpo antes de pensar. Cada um chega ao Ressuscitado pelo seu caminho. E Jesus espera. Já tem a refeição pronta. Já está na margem. Já acendeu o fogo. Esta imagem — de um Deus que chega antes de nós, que já está esperando quando nós chegamos exaustos de uma noite vazia — é uma das mais consoladoras de toda a Escritura.

Orar

Senhor Jesus, que esperastes os teus pescadores na margem ao amanhecer, espera-me também quando eu chego exausto das minhas noites sem resultado. Ensina-me a lançar a rede do lado certo. E quando eu chegar, que encontre o pão partido, o fogo aceso, e a tua presença que precede sempre a minha chegada. Amém. Aleluia!

Leve este evangelho com você.

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