2º Domingo da Páscoa — Domingo da Divina Misericórdia

Ele não desistiu da minha dúvida.

Meu Senhor e meu Deus!

Jo 20,28

Evangelho — Jo 20,19-31

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: «A paz esteja convosco». Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: «A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio». E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: «Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos». Tomé, chamado Dídimo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: «Vimos o Senhor!» Mas Tomé disse-lhes: «Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e põe-na no meu lado. Não sejas incrédulo, mas crê!» Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!» Jesus lhe disse: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que creem sem ter visto!» Jesus fez, diante dos seus discípulos, ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Outras leituras do dia

At 2,42-47 · Sl 117(118) · 1Pd 1,3-9

Ler

“Meu Senhor e meu Deus!”

— Jo 20,28

Meditar

Como é consolador saber que Jesus não descartou Tomé por ter duvidado — voltou uma semana depois, entrou pela mesma porta fechada e foi direto até ele, oferecendo exatamente o que ele precisava para crer.

Repare: Jesus soprou sobre os discípulos e disse «Recebei o Espírito Santo». O mesmo sopro de Deus que criou Adão agora recria os apóstolos. E a primeira coisa que esse sopro gera não é poder, não é sabedoria — é o perdão. A misericórdia é o primeiro fruto da Páscoa. Nós, que recebemos esse mesmo sopro no Batismo, somos chamados a ser rosto de misericórdia para quem nos cerca — não quando nos sentirmos prontos, mas agora, com as portas ainda fechadas.

A quem você tem negado o perdão que já recebeu de Deus?

Orar

Jesus, Vós viestes até Tomé — vinde até mim. Soprai sobre as minhas dúvidas, sobre o meu medo, sobre a minha dureza. Ensinai-me a dizer, do fundo do coração, o que Tomé disse: «Meu Senhor e meu Deus!» E dai-me a coragem de perdoar como Vós me perdoastes. Amém. Aleluia!

Agir

Hoje vou perdoar, no silêncio do meu coração, alguém que me feriu — e pedir a Deus a graça de desejar o bem dessa pessoa.

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